Artigo do jornal Valor Econômico mostra o quanto a cabotagem ainda pode avançar no país.

Rocha, Alexandre: anotações

Navegar é preciso. Fabricantes de bens de consumo como eletroeletrônicos, alimentos e bebidas, higiene e transporte estão dando um novo sentido ao poema de Fernando Pessoa. LG Electronics, Unilever e Caloi fazem parte do grupo de companhias que vêm ampliando o uso da cabotagem, a navegação na costa brasileira, como alternativa ao caminhão, para fazer a distribuição de produtos entre diferentes regiões do país.

Custo de frete cerca de 25% menor, em média, do que o modal rodoviário, integridade da carga e redução das emissões de gás carbônico estão entre as vantagens de se usar o barco. Mas o caminhão continua a ser mais rápido e flexível, na coleta da carga, do que o navio.

A LG Electronics aposta na cabotagem por considerar o modal mais seguro e competitivo, em preço, do que o transporte rodoviário, diz Emanuela Almeida, gerente de logística da LG. A empresa transporta, em barcos, na…

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LOGÍSTICA: Meganavios levarão a consolidação no transporte marítimo de contêineres, diz analista

Os porta-contentores de maior capacidade que começam a entrar em serviço nas rotas Ásia-Europa e transpacífica provocarão um movimento que reduzirá o número de armadores globais de contêineres de 20 para oito em menos de 15 anos, prevê um analista.

Em palestra proferida no dia 8 de março na Trans Pacific Maritime Conference, na cidade norte-anericana de Long Beach, Lars Jensen, presidente da consultoria dinamarquesa Sea Intel Maritime Analysis, afirmou que “podem ser sete, podem ser 10, mas haverá bem menos participantes até lá”,

Jensen disse ainda que, para os armadores, a corrida por navios gigantes não diz respeito apenas a obter ganhos de escala, mas também a buscar uma posição tal que garanta a continuidade da atuação em âmbito mundial até meados da década de 2020.

O efeito cascata que os ultra-conteineiros (navios com capacidade de pelo menso 10.000 TEUs) terão sobre as demais grandes rotas do comércio marítimo mundial dará origem à ameaça de excesso de capacidade, com significativo impacto negativo sobre os fretes. “O que também podemos prever, além do fato de que os transportadores terão dificuldades para encher os meganavios, é que provavelmente haverá tonelagem demais ingressando em rotas que não serão necessariamente capazes de utilizá-la integralmente”, predisse o executivo.

Fonte: http://www.thaibsaa.com/news/world-shipping-news/1172–mega-ships-seen-shrinking-container-players.html

Restrições da China a navios da Vale preocupam Brasília

Alana Gandra — Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – As restrições impostas pela China para a operação de navios da mineradora brasileira Vale nos portos daquele país preocupam o governo brasileiro, disse hoje (8) o embaixador do Brasil naquele país, Clodoaldo Hugueney, durante evento na Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) no Rio de Janeiro.

Segundo o embaixador, em reunião ocorrida há 15 dias, em Brasília, o governo levou o caso aos chineses, que alegaram que esse é um problema de segurança dos portos.

O navio gigante da Vale, conhecido como Valemax, que tem capacidade para transportar até 400 mil toneladas de minério de ferro, não obteve autorização para entrar nos portos chineses. “Os portos estavam autorizados a operar com navios até 300 mil toneladas, dependendo do porto. Eles não têm experiência com navios desse porte, mas não fecharam a porta”, disse o embaixador.

Segundo Hugueney, uma vez garantida a segurança, a operação poderá ser autorizada. A questão está sendo discutida também pela Vale com o governo chinês, para regularizar a situação. “Não vejo que vá haver nenhum problema maior nessa questão”. O embaixador salientou, inclusive, que os navios Valemax da mineradora brasileira estão em construção. Apenas um está pronto para operar.

[Nota do blogueiro: O embaixador cometeu um equívoco importante, indicador da ignorância brasileira sobre a situação dos Valemax e facilmente evitável com alguma pesquisa — na verdade, há mais de um em operação. Segundo a sociedade classficadora norueguesa DNV, além do pioneiro Vale Brasil, há ainda o Vale China, o Vale Itália, o Vale Rio de Janeiro e o Berge Everest.]

O embaixador disse que para o governo brasileiro a prioridade é sempre tentar encontrar um ponto de equilíbrio com o parceiro comercial e chegar a uma solução pela via da negociação, em vez de fazer imposições. “A imposição deve ser sempre a última alternativa”.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-03-08/governo-negocia-operacao-de-supernavio-da-vale-com-chineses-diz-embaixador-brasileiro