Navios estrangeiros são maioria no setor marítimo brasileiro

Frota nacional de longo curso é de 75 embarcações, de acordo com a Antaq; entidades discutiram os rumos do setor naval.

O transporte marítimo responde por 95% do comércio exterior brasileiro e apenas 1% dos navios são de bandeira nacional, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos Jurídicos e Empresariais (Ineje), que realizou em Porto Alegre (RS) um seminário sobre direito, desenvolvimento portuário e construção naval na primeira quinzena deste mês. A informação repercutiu entre lideranças empresariais do setor aquaviário, que defendem o aumento da frota nacional.

De acordo com Wilen Manteli, fundador e presidente da Associacão Brasileira de Terminais Portuários, o setor aquaviário brasileiro tem um problema de mentalidade em todos os escalões. “Temos mentalidade de súditos. O Brasil cria suas próprias dificuldades: excesso de burocracia, retorno do intervencionismo estatal e disputas entre operadores privados são alguns dos principais entraves que impedem que o país navegue no rumo certo”, disse Manteli, durante o evento.

De acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a frota de navios de longo curso (comércio exterior) é de 75 embarcações atualmente, o que inclui porta-contêineres, graneleiros, petroleiros, navios de múltiplo propósito, cargueiros do tipo roll-on/roll-off (especiais para transporte de veículos automotores), gaseiros, barcaças e rebocadores.

Na lista de embarcações de bandeira brasileira estão: Guanabara Bay, Juruti e NT Neusa, os únicos da frota nacional fundeados ontem na Baía de São Marcos, em São Luís (MA), de um total de 42 embarcações registradas na estatística do site da empresa de praticagem Pratimar, que monitora diariamente o tráfego aquaviário na região.

O seminário teve como objetivo discutir o setor marítimo brasileiro e a necessidade de políticas públicas para o setor, como o incentivo à indústria nacional, a formação de despachantes aduaneiros, capacitação de pessoal e comércio exterior.

Fonte: http://antaq.myclipp.inf.br/default.asp?smenu=&dtlh=6574&iABA=Not%EDcias&exp=

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COISAS DO MAR: o “barômetro invertido”

A pressão atmosférica tem influência sobre o nível do mar. O ar pesa, conquanto raramente nos apercebamos disto, e as variações deste peso produzem mudanças no oceano: quando a pressão aumenta, o mar arria, e vice-versa. A este efeito se chama “barômetro invertido”.

De forma simples, pode-se afirmar que um aumento de 1 hectopascal (hPa) na pressão produz uma diminuição de 1 cm no nível do mar.

Este fenômeno é importante para as regiões costeiras sujeitas à influência de sistemas de alta ou de baixa pressão. Levando-se em conta que a pressão atmosférica média é de 1013 hPa, uma alta pressão polar pode, sozinha, reduzir a maré em 30 centímetros. Por outro lado, um ciclone extratropical pode fazer a maré se elevar um mesmo tanto.

De acordo com a minha experiência, estes sistemas exercem maior influência quando no oceano, longe das influências costeiras, mas não longe demais. Em 15 de agosto de 2005, por exemplo, uma alta de 1042 hPa com centro situado a 500 milhas náuticas a leste de Itajaí ajudou a produzir uma das marés mais baixas que já observei: 55 centímetros abaixo do zero.

Este é apenas uma das influências que a atmosfera exerce sobre o oceano, e uma das menos conhecidas.

Para saber mais: http://www.tiempo.com/ram/2352/el-efecto-del-barmetro-invertido/