NAUFRÁGIO DO PRESTIGE: Julgamento começa em outubro

Quase dez anos depois do naufrágio do navio petroleiro Prestige, que resultou no derramamento de 64 mil toneladas de petróleo no litoral de Portugal, Espanha e França, as datas do julgamento do caso foram afinal definidas.

A informação é do site Maritime Passive Safety.

Os trabalhos começam em A Coruña, na região espanhola da Galícia, no dia 16 de outubro e a previsão é de que terminem em 29 de maio de 2013. O julgamento envolverá 3 juízes , 51 advogados, 2.128 reclamantes e 133 testemunhas, além de uma quantidade impressionante de informação: somente o volume do processo dedicado às compensações financeiras pelo acidente tem mais de 300 mil páginas.

Para saber mais:

Prestige: http://pt.wikipedia.org/wiki/Prestige

Desastre del Prestige: http://es.wikipedia.org/wiki/Desastre_del_Prestige

AQUAVIA: Brasil volta a produzir motores marítimos a partir de 2013

Deu na Net Marinha de 9 de julho de 2012:

Um fato histórico para a área marítima está ocorrendo estes dias no Rio. Em cerimônia que contará com a presença do presidente mundial da gigante japonesa Daihatsu, Yoshiro Furukawa, será dada a partida para implantação da primeira fábrica de motores de médio e grande porte para uso em navios e plataformas, após décadas de importação desses produtos.

Na última fase de ouro da construção naval brasileira, nos anos 80, aqui eram produzidos motores MAN pela Mecânica Pesada, em São Paulo e, no Rio, no interior do estaleiro Ishibrás – que está sendo reativado com o nome de Inhaúma- eram fabricados motores Sulzer, Pielstick, Wartsila e o próprio Daihatsu. Com o fechamento quase total dos estaleiros, acabou a produção nacional de motores e, quando eram encomendados navios, os motores tinham de ser importados, pois não havia escala para instalação de uma unidade produtora. Nos últimos anos, com a recuperação do setor, surgiram notícias de muitos grupos interessados em voltar a fazer motores no Brasil, mas só a Daihatsu concretizou os sonhos.

A Daihatsu concedeu licença de produção dos seus motores à empresa Bierges, seu agente em pós-venda no Brasil há mais de 25 anos, e à Caldepinter, empresa especializada em montagens metal-mecânicas que, juntas, sob a denominação de Alfa Diesel Indústria e Comércio de Motores Limitada investirão em unidade industrial em Parada de Lucas, na Avenida Brasil. A gestão comercial e administrativa-financeira caberá a essa duas empresas em sociedade, mas a produção será comandada estreitamente pela Daihatsu, até que a mão de obra brasileira adquira o grau de produtividade requerido pelo empreendedores.

Isso é apenas o início e, para o futuro, se prevê grande crescimento, com mais investimento e ampliação da produção. Em muitos dos 49 navios da Transpetro, barcos de apoio e plataformas, ainda serão usadas unidades da fábrica de Moriyama, no Japão. A partir do terceiro trimestre de 2013, no entanto, começará a sair do forno a produção de motores “Made In Brazil”. E pode ser que isso estimule concorrentes a também se instalarem no país.

A linha de montagem inclui motores estacionários, motores para geração de energia a bordo dos navios e motores de propulsão para navios – como porta-containeres de grande porte. Esta será a única fábrica de motores marítimos de porte da América do Sul.

Para os líderes da construção naval e o presidente do Sindicato da Construção Naval (Sinaval), Ariovaldo Rocha, o fato é emblemático, pois mostra o acerto da política de conteúdo local. Críticos dizem que os estrangeiros iriam continuar a vender motores e peças sofisticadas, deixando como participação nacional em navios e plataformas apenas obras de montagem e produtos semi-acabados. No entanto, a efetiva entrada da Daihatsu no mercado brasileiro prova que, na nova fase de expansão da construção naval, iniciada em 2003, a política de conteúdo local implicará a produção de itens de alto valor, como agora começa a ocorrer com motores.

A ERA DO DEGELO: Maior quebra-gelos nuclear do mundo navegará no Ártico a partir de 2015

Deu no Diário da Rússia de 9 de julho de 2012:

O maior navio nuclear quebra-gelos do mundo será lançado ao mar em 2015. A agência atômica da Rússia (Rosatom) orientará a construção da embarcação e já publicou o edital de licitação. Uma das exigências do documento é a de que o novo navio quebra-gelos nuclear da Rússia seja superior à maior embarcação do gênero disponível atualmente no país, o Pyatdesyat Let Pobedy, expressão que significa Cinquenta Anos da Vitória, numa referência a 1995, ano de sua construção, quando o país comemorou os cinquenta anos da sua vitória sobre os nazistas na II Guerra Mundial.

O novo navio russo será utilizado, essencialmente, nas rotas do Oceano Glacial Ártico e poderá atender, também, às rotas marítimas do norte da Rússia. O engenheiro naval Yuri Sinelnikov, diretor de construção dos estaleiros Baltiyskiy Zavod, nos quais a maioria dos quebra-gelos nucleares russos foi construída, informou que a nova embarcação será produzida de acordo com as últimas exigências de segurança, inclusive no que diz respeito à proteção ambiental.

O comprimento do novo quebra-gelos será de 173 metros enquanto o outro navio de referência, o Cinquenta Anos da Vitória, tem 159 metros. De acordo com a Rosatom, a nova embarcação terá como funções escoltar navios em área de gelo de até quatro metros de espessura, acompanhar navios em zonas de pouca profundidade, rebocar estruturas flutuantes sobre o gelo e executar missões de salvamento sob quaisquer condições climáticas e meteorológicas.

A Rússia possui, atualmente, seis navios quebra-gelos movidos à energia nuclear e está cuidando da renovação da frota em razão do aumento do interesse pela circulação de navios mercantes pelas rotas marítimas do norte do país. Pelo menos três novos navios quebra-gelos, movidos à energia nuclear, serão construídos nos próximos anos, ao custo de 37 bilhões de rublos, aproximadamente, US$ 1,14 bilhão. A primeira destas embarcações será lançada ao mar, para testes, em 2015 e, se for aprovado, estará em pleno funcionamento a partir de 2017.

MARÍTIMAS: Mais óleo aparece no litoral cearense

Suspeita é que produto tenha vazado do navio Seawind, afundado no dia 28 de junho.

A Capitania dos Portos do Ceará confirmou, nesta quinta-feira (6), que manchas de óleo foram encontradas em pelos menos dois pontos do litoral do Estado. Segundo a Prefeitura de Fortaleza, houve “grande dano ambiental” na praia de Pirambu causado após o naufrágio do navio mercante Seawind, de bandeira do Panamá, que afundou na noite da última quinta-feira (28). O navio está carregado com cerca de 40 mil toneladas de granito.

Em nota, a capitania disse que o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis) realizou vistoria no mar e encontrou dois pontos com óleo, provavelmente do navio mercante. A confirmação oficial ainda depende de análise.

“Foram identificados vestígios de óleo remanescentes no espigão da praia do Arpoador, no bairro do Pirambu, no mesmo local onde já foram realizadas limpezas pelo CDA [Centro de Defesa Ambiental]. Foi avistada por observação aérea uma mancha de óleo, com volume estimado de 67 litros, a cerca de 5 km afastado da costa, ao largo de São Gonçalo do Amarante [município litorâneo a cerca de 60 km de Fortaleza], seguindo em direção ao mar aberto”, informou o comunicado.

Segundo o secretário do Meio Ambiente de Fortaleza, Adalberto Alencar, o óleo que chegou à praia de Pirambu causou grandes danos ambientais e econômicos. “Fizemos uma visita e foi verificada a poluição hídrica, o prejuízo aos pescadores –são quase 700 naquela comunidade–, que ficaram esses dias sem ir ao mar, e prejuízo à paisagem. A regata histórica dos pescadores, que seria domingo (1º), também teve de ser cancelada”, disse.

Alencar afirmou que técnicos estão fazendo uma avaliação precisa do impacto ambiental, que deve resultar em uma ação na Justiça. “Na segunda-feira (9) teremos uma reunião com a Colônia dos Pecadores. Vamos juntar todos os elementos e mover uma ação por esse crime ambiental praticado em Fortaleza. Estamos tentando encontrar a empresa responsável pelo navio para notificá-la. Sabemos que ela já tem problemas com a Justiça do Trabalho”, informou.

Estudo

Diante do cenário, a prefeitura aguarda estudos que apontem a real dimensão do problema. “Nesse primeiro momento, estamos acompanhando a limpeza, que ainda está sendo feita. Ou seja, continuamos com a área poluída. Estamos aguardando a UFC (Universidade Federal do Ceará) concluir um estudo mais detalhado do que isso vai ter de impacto na cidade, que só poderemos ter mais na frente.”

O secretário também cobrou mais transparência sobre as embarcações que chegam aos portos de Fortaleza. “Nós precisamos ter uma campanha preventiva, um sistema de alerta, que não o ocorreu. Nós soubemos desse vazamento pela imprensa. Precisamos de um sistema que articule vários órgãos ambientais, governamentais e da sociedade civil. Esse foi um acidente grande, mas podemos ter maiores. Queremos saber o nível dos navios que chegam aos nossos portos. Fortaleza é uma cidade turística. A praia significa tudo para a capital”, disse.

Segundo a Capitania dos Portos, apesar das manchas de óleo ainda serem percebidas, não existe mais vazamento do navio desde o meio-dia da última terça-feira (3). Mesmo assim, o órgão informou que continua com “esforços preventivos empreendidos no sentido de proteger o ambiente marinho, com a manutenção das barreiras de contenção”.

O navio

Segundo a Capitania dos Portos, o navio mercante está carregado com granito, é de propriedade da empresa Argo Maritim Ltda. – SVC, com sede na cidade de Varna, na Bulgária. Ele está ancorado em Fortaleza há cerca de um ano, na área do porto organizado do Porto do Mucuripe, “por questões de competência da Justiça do Trabalho”.

O navio foi apreendido em julho de 2011, após sair do Espírito Santo e ser retido em razão de uma dívida de US$ 560 mil dos proprietários do navio com trabalhadores. Os tripulantes foram resgatados, e, segundo afirmaram em depoimentos, sofriam com atraso de até nove meses no pagamento.

Fonte: UOL Notícias

HISTÓRIAS DO MAR: Não me salve, bitte!

Um passageiro que saltou de um ferry alemão para a água disse à equipe que o resgatou que ele não desejava ser salvo.

Segundo a imprensa alemã, o estudante de Direito Hauke Marczinkowski, 23, jogou-se do Nordfriesland na segunda-feira, 2, depois de ter percebido que o navio deixou a localidade de Wyk, onde mora a irmã, que ele pretendia visitar.

Alguns passageiros viram o jovem na água e informaram o ocorrido à tripulação, o que desencadeou uma operação de salvamento que envolveu a polícia marítima.

O comandante Klaus von Zezschwitz disse que jamais havia passado por uma experiência semelhante em seus trinta anos de carreira.

COSTA CONCORDIA: A mão de (a)Deus?

Em nota vazada para a imprensa italiana, Francesco Schettino alega que teve ajuda do Alto durante a tragédia, ocorrida em janeiro, que custou a vida de 32 pessoas.

No texto, destinado aos advogados dele, o ex-comandante do Costa Concordia defende seus atos e alega que uma “mão divina” sugeriu a ele uma manobra instintiva que trouxe o navio para mais perto de terra, evitando assim um naufrágio em águas mais profundas, o que, segundo Schettino, teria sido “um massacre”.

Ele afirma que a ordem de carregar o leme todo a boreste (direita) teve por finalidade aproximar o navio da ilha e foi inspirada no “meu instinto, minha experiência, minha capacidade de entender o mar”. Naquele momento, escreve Schettino, “foi como se uma mão divina estava a repousar sobre a minha cabeça”.

O ex-comandante afirma, por fim, que o atraso em dar a ordem de abandonar o navio se explica porque, segundo ele, “o próprio navio é a melhor balsa salvavidas”.

Com informações do site Tradewinds.

TRANSPORTE MARÍTIMO: novo canal do Panamá está atrasado seis meses

A Autoridade do Canal do Panamá (ACP) anunciou no último dia 2 que o projeto de expansão do canal está seis meses atrasado em relação ao cronograma original.

Inicialmente, a obra, de US$ 5,25 bilhões (R$ 10,5 bilhões), tinha conclusão prevista para outubro de 2014 — exatos 100 anos depois da conclusão do primeiro canal. Agora, a perspectiva é de que a nova ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico esteja aberta apenas em abril de 2015.

Segundo a ACP, o atraso é reflexo da dificuldade de o Grupo Unidos por el Canal, consórcio responsável pela construção, atingir o padrão exigido no concreto usado para as eclusas, ainda em 2011.

O contrato prevê multa de US$ 300 mil (R$ 600 mil) de multa por dia de atraso.

O “Canal do Panamá 2” permitirá que navios de até 49 metros de boca (largura) possam trafegar pela região, com impacto positivo sobre a eficiência e a pegada ambiental do transporte aquaviário. De acordo com estudo do International Journal of Maritime Engineering, citado no blog de notícias da respeitada Nature, o novo canal pode reduzir o consumo de combustível e as emissões de gases de efeito-estufa em cerca de 16%.