A ERA DO DEGELO: Maior quebra-gelos nuclear do mundo navegará no Ártico a partir de 2015

Deu no Diário da Rússia de 9 de julho de 2012:

O maior navio nuclear quebra-gelos do mundo será lançado ao mar em 2015. A agência atômica da Rússia (Rosatom) orientará a construção da embarcação e já publicou o edital de licitação. Uma das exigências do documento é a de que o novo navio quebra-gelos nuclear da Rússia seja superior à maior embarcação do gênero disponível atualmente no país, o Pyatdesyat Let Pobedy, expressão que significa Cinquenta Anos da Vitória, numa referência a 1995, ano de sua construção, quando o país comemorou os cinquenta anos da sua vitória sobre os nazistas na II Guerra Mundial.

O novo navio russo será utilizado, essencialmente, nas rotas do Oceano Glacial Ártico e poderá atender, também, às rotas marítimas do norte da Rússia. O engenheiro naval Yuri Sinelnikov, diretor de construção dos estaleiros Baltiyskiy Zavod, nos quais a maioria dos quebra-gelos nucleares russos foi construída, informou que a nova embarcação será produzida de acordo com as últimas exigências de segurança, inclusive no que diz respeito à proteção ambiental.

O comprimento do novo quebra-gelos será de 173 metros enquanto o outro navio de referência, o Cinquenta Anos da Vitória, tem 159 metros. De acordo com a Rosatom, a nova embarcação terá como funções escoltar navios em área de gelo de até quatro metros de espessura, acompanhar navios em zonas de pouca profundidade, rebocar estruturas flutuantes sobre o gelo e executar missões de salvamento sob quaisquer condições climáticas e meteorológicas.

A Rússia possui, atualmente, seis navios quebra-gelos movidos à energia nuclear e está cuidando da renovação da frota em razão do aumento do interesse pela circulação de navios mercantes pelas rotas marítimas do norte do país. Pelo menos três novos navios quebra-gelos, movidos à energia nuclear, serão construídos nos próximos anos, ao custo de 37 bilhões de rublos, aproximadamente, US$ 1,14 bilhão. A primeira destas embarcações será lançada ao mar, para testes, em 2015 e, se for aprovado, estará em pleno funcionamento a partir de 2017.

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